Abate de bovinos em Mato Grosso cai quase 8% em janeiro, aponta Imea
18.02.2021

De acordo com o instituto, a baixa se deve à menor oferta de boi gordo; estado abateu 15% menos machos no mês passado

O estado de Mato Grosso abateu 7,74% menos bovinos em janeiro deste ano em relação a dezembro do ano passado, informou em relatório semanal o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT).

O total de cabeças abatidas no mês passado alcançou 367,21 mil, das quais 225,05 mil foram machos e 142,15 mil, fêmeas. Em dezembro, o número total foi de 398,02 mil cabeças abatidas. Entre os machos, o recuo foi de expressivos 15,57% em relação a dezembro. Já a quantidade de fêmeas levadas ao gancho cresceu 8,12%.

“Um dos principais motivos que influenciaram este cenário foi a oferta mais escassa de machos e, para atender à demanda interna e aproveitar a alta na arroba, alguns pecuaristas decidiram continuar descartando suas vacas”, cita o Imea, no relatório.

Oferta restrita de animais mantém boi gordo no patamar de R$ 304 a arroba

Ainda conforme o instituto, todas as regiões do estado tiveram queda no número de abate de bovinos, sendo o sudeste, com perda de 20,66%; oeste (-12,40%) e centro-sul (-7,25%) as que tiveram maior decréscimo. Já a nordeste foi a única região mato-grossense que apresentou alta nos abates, embora leve, de 0,61%.

“Diante disso, para o curto prazo é esperada uma maior contenção de fêmeas no estado, o que pode restringir ainda mais a oferta de animais para abate”, finaliza o Imea.

Baixa disponibilidade de bovinos para abate

Mato Grosso corre o risco de não ter gado suficiente para o abate a partir deste ano, comprometendo as operações do setor frigorífico que gera mais de 24 mil empregos no estado.

De acordo com Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), as exportações de animais vivos para serem abatidos em outros estados e também em outros países é o principal motivo por essa situação que traz prejuízos enormes para diversos segmentos.

 

Fonter: Canal Rural

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