Área cultivada no MS mais que dobra entre 2005 e 2022  
29.08.2022

Grãos e cana-de-açúcar tomam espaços antes destinados à pecuária

Nas últimas décadas, quem passa pelas estradas de Mato Grosso do Sul percebe uma mudança no perfil do agronegócio no Estado. Antes tomada por rebanhos bovinos, a paisagem passou a ficar cada vez mais diversificada, com plantações de cana-de-açúcar, eucalipto e principalmente grãos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área plantada do Estado cresceu 129,88% de setembro de 2006 até julho deste ano. Naquela época, MS destinava 2.994.951 de hectares para cultivos de grãos, contra 6.884.824 neste ano.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que somente as culturas de soja e milho, as duas principais, saltaram de 623 mil para 2,180 milhões de hectares, no caso do milho, de 2005 para a safra atual. Já a soja saiu de 1,950 milhão de hectares plantados para 3,515 milhões no mesmo intervalo de tempo. A área de cultivo das duas culturas, que antes ocupava 2,573 milhões de hectares, passou a 5,695 milhões em 2022.

A produção de soja gerou na safra atual 8,832 milhões de toneladas da oleaginosa. Isso é um aumento de 80,25% na área de cultivo e de 98,69% na produção no período pesquisado.

Em termos de produção, o salto alcançado pelo milho é ainda maior: são 442,74% de alta, com produção de 2,241 milhões de toneladas na safra 2004/2005 e para 12,163 milhões na estimativa para 2022.

Outros grãos também passaram a disputar a atenção do produtor. Sorgo e aveia tiveram crescimento na quantidade produzida desde 2005. No caso da aveia, a área plantada saltou quase 10 vezes, saindo de 4 mil hectares para 44 mil e com produção saltando de 5 mil toneladas para 55 mil no período.

Esse período também marca o posicionamento de indústrias que mexeram ainda mais o setor produtivo. A chegada de usinas sucroalcooleiras fez disparar a área de cultivada de cana-de-açúcar.

Em 2005, o Estado produzia 139 mil hectares com 9,766 milhões de toneladas de cana. Para os dias atuais, os valores subiram vertiginosamente, alcançando 648,63 mil hectares colhidas e 44,180 milhões de toneladas de produção.

Conforme a Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), os dados colocam MS entre os cinco primeiros estados produtores do Brasil.

 

TRANSFORMAÇÃO

Somada à utilização do espaço rural para a bovinocultura, Mato Grosso do Sul vem mudando a forma de produzir. Segundo dados do IBGE, a população de bovinos no Estado, saiu de 24,98 milhões de cabeças de gado em 2003 para 19,02 milhões de animais em 2020 – queda de 23,85% ou 5,96 milhões de bovinos.

Esse potencial expansivo tem grande relação com a produtividade alcançada pelas áreas cultivadas no Estado.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, a pecuária sul-mato-grossense encolheu porque existem formas de diversificação de produção no campo para atender ao produtor. “O futuro da produção é esse sistema integrado, até por isso a área da pecuária caiu no Estado”, comenta.

O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), André Dobashi, diz que algumas regiões sofreram transformações drásticas com o passar do tempo. “Vale destacar que era só pecuária em Maracaju. Hoje, nós temos 340 mil hectares de soja lá dentro”, afirma.

Dobashi credita essa diversificação à adoção de técnicas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), que trouxe o capim braquiária para o Estado, e criou a possibilidade de colocar uma pastagem de qualidade em sucessão à cultura da soja.

O presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce (Novilho Precoce-MS), Rafael Gratão, avalia que nos últimos 12 anos houve uma redução no rebanho. “Essa queda de cabeças não representou queda na produção de proteína, pelo contrário, subimos 6,5% a produção de carne, aumentando a produtividade e o peso de carcaça”.

Segundo Gratão, por mais que as culturas estejam buscando áreas antes ocupadas por pastagens, confirma o cenário de que essa tomada pela agricultura está ocorrendo em cima de áreas de baixa produtividade. 

 

5,96 mi de cabeças a menos

A população de bovinos saiu de 24,98 milhões de cabeças de gado em 2003 para 19,02 milhões de animais em 2020 – 5,96 milhões a menos.

 

44,1 mi de toneladas de cana

Em 2005, o Estado produzia 139 mil hectares com 9,766 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Em 2022, MS alcançou 648,63 mil hectares colhidos e 44,180 milhões de toneladas de produção.

fonte: Correio do Estado

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