O mercado físico do boi gordo teve um mês de junho marcado por recuperação nos preços da arroba na maioria das regiões de produção e comercialização do país.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento foi mais contundente na primeira quinzena do mês, quando as escalas de abate dos frigoríficos estavam mais apertadas.
“Já na segunda metade do mês o movimento perdeu intensidade e os frigoríficos passaram a exercer pressão sobre os pecuaristas”, assinalou Iglesias.
Variação de preço da arroba do boi
Veja como os preços da arroba do boi gordo iniciaram o mês de julho e como estavam em 1 de junho nas principais praças de comercialização do país:
São Paulo (Capital): R$ 315 em julho — R$ 306,50 em junho (+2,7%)
Minas Gerais (Uberaba): R$ 299,71 — R$ 288,82 (+3,7%)
Goiânia (Goiás): R$ 294,64 — R$ 289,29 (+1,8%)
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 313,52 — R$ 304 (+3,1%)
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 318,11 — R$ 300 (+6%)
O que esperar de julho?
Para Iglesias, a expectativa é de boa disponibilidade de animais terminados em regime intensivo no decorrer de julho, com positiva incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios.
“Por outro lado, as exportações pujantes de carne bovina são a grande variável sob o prisma da demanda, reduzindo a intensidade do movimento de queda nos preços da arroba do boi”, completou o analista.
Em complemento à fala de Iglesias, o coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, chama a atenção para o fato de o Brasil ter alcançado o maior faturamento da história em um único mês: receita de US$ 1,313 bilhão em junho, com média diária de US$ 65,678 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
fonte:Canal Rural